21º Congresso da Asprolf: Categoria aprova imposto sindical e 23º Congresso em Sauípe

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A plenária especial também a provou a criação do Conselho Político, Coletivo de Aposentados e o Coletivo de Educadoras e Educadores Negas e Negros que terão como objetivo acompanhar e trazer discussões pertinentes à educação

O último dia do 21º Congresso da Asprolf foi o dia de debate final das estratégias de lutas político-pedagógicas para o ano de 2022 e deliberações finais.

A plenária aprovou uma moção de solidariedade ao Doutor em História e Professor da UFBA, Carlos Zacarias, que teve indeferido pela justiça, o processo movido pelo vereador bolsonarista Alexandre Aleluia (DEM), por lecionar na universidade a matéria O Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil. Essa fórmula do ódio que constrange professores nas salas de aula e tenta censurar e ferir a liberdade de cátedra dos professores foi percebida em duas escolas de Salvador, e a Asprolf apresentou moção de repúdio aos atos abusivos sofridos pela professora da escola particular Vitória Régia – afastada por abordar uma obra (Olhos D’Água), da escritora negra Conceição Evaristo – a escola divulgou nota afirmando que “alguns alunos e seus respectivos familiares não se sentiram confortáveis com a obra…”; e a professora do Colégio Estadual Thales de Azevedo que foi intimada pela polícia por abordar racismo, questões de gênero e diversidade durante uma aula de filosofia, temas extremamente necessários, vistos por uma aluna, como ‘conteúdo esquerdista.’

Nas deliberações a plenária aprovou os nomes indicados para a Comissão Paritária 2022 que acompanharão as reuniões da mesa de negociação da pauta reivindicatória da categoria. A Comissão foi apresentada e aprovada com os seguinte nomes e representantes por segmento: Edson Paiva (Fundamental II), Edilma Gonzales e Antonio (EJA), Verônica Lorenzo e Jeane França (Educação Especial), Liliã Cristine (auxiliar de Classe) e Manoel Raimundo e Rita Cerqueira (Reda). Além dos representantes na paritária, também foi deliberado a construção do Conselho Político – Edson Paiva, Roque Cesar, Rosilda Leal, Sandra Souza e Simone Barreto-; e a realização de fóruns temáticos para o ano de 2022, a partir do Coletivo de Aposentadoria – Rita Btandão e Roque Cesar-; Coletivo de Educadoras e Educadores Negras e Negros  – Carla Pinheiro, Cristiane Melo, Débora Cruz, Fátima Santana, Jaguaracy Conceição, Ladjane Alves,Luciana Falcão, Marcelo Lefundes, Maria Jane, Mosar Santana, Roque Cesar, Ransângela Accioly, Rosilda Leal e Sandra Souza.

Também foi votado e aprovado a realização de fóruns dos coletivos e a realizado do 23º Congresso da Asprolf (2023), em Costa do Sauípe, a arrecadação do imposto sindical anual – recurso que subsidia os eventos da Asprolf e as lutas da categoria; preparação da CONAP para o ano que vem no Rio Grande do Norte com a contratação de dois ônibus para levar a categoria para o evento; a manutenção da luta pela valorização do profissional em regime Reda com vencimento e reserva de carga horária; como bandeira de luta para 2022 a autonomia financeira da Semed – o recurso da educação tem que ser gestado pelo secretário de educação; pressionar o Executiva para a realização do concurso público de Lauro de Freitas; a luta contra a PEC 32 da Reforma Administrativa; luta pelo piso salarial do magistério que até o momento está previsto em 31%.

Valdir destacou que 2022 vai ser um ano de luta e resistência tanto no contexto nacional quanto local. Se for confirmado esse índice de 31%, essa será a segunda valorização de um índice alto (o primeiro foi em 2008, 22,22%). “Se houver resistência por parte do governo em cumprir o piso, tentar rebaixar o percentual, não vamos aceitar, vai ter greve. Nenhum direito a menos!”

Além dos debates e deliberações, assim como na edição de 2020, o 21º Congresso presenteou a categoria com notebooks – 5 trabalhadores foram sorteados – e agendas personalizadas com a marca do sindicato – 20 foram sorteados.

O 21º Congresso finalizou esta edição com a posse da Diretoria Executiva e Conselho Fiscal – Chapa 1 A Chapa da Categoria, reeleitos com 401 votos contra os  401 votos, contra os 137 votos da Chapa 2 – Integração. Foi um pleito inédito, onde mesmo no contexto de pandemia, 543 filiados se mobilizaram para a votação. 

Para a diretoria vencedora esse resultado significa a confirmação da confiança da categoria no trabalho que valoriza a luta coletiva. A Asprolf parabeniza toda a categoria que escolheu continuar avançando. 

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