ASPROLF apoia movimento dos estudantes das escolas estaduais em Portão

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Na manhã de hoje (14), uma passeata, realizada pelos estudantes das escolas públicas da rede estadual de ensino do bairro de Portão, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana, chamou a atenção da comunidade de Portão. Os estudantes, que tiveram apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas (ASPROLF), reivindicavam do governador Wagner transigência para negociar a greve que já passa de 30 dias de paralisação. Além de pedir flexibilidade ao governo estadual, reivindicavam também mais recurso para a educação, 10%  PIB e 50% do Pré-Sal para a educação pública do Brasil.
Deram força ao movimento estudantil de Portão, estudantes que vieram de São Félix e representante estudantil do Ages. Representantes do Comando de Greve das Zonais Orla e Periférica estiveram também presentes no movimento. O professor Tássio Revelat foi o principal articulador para que a passeata pudesse acontecer.
Após percorrer as ruas de Portão, os estudantes pararam a Estrada do Coco. O percurso do movimento na Estrada do Coco começou no Centro de Cultura de Portão e terminou com um grande ato em frente à Polícia Rodoviária Estadual. O trânsito ficou congestionado por mais de uma hora.
Nas falas, além de criticar a atitude retrógrada e antidemcrática do governador, os professores vaiaram e criticaram também a postura ditatorial e tirana da prefeita Moema Gramacho (PT) que, de forma perversa, retirou direitos dos trabalhadores em educação do município de Lauro de Freitas para o cumprimento do piso do magistério. “Foi uma MANOBRA, um desserviço à sociedade laurofreitense, um ataque à educação municipal”, afirmou o coordenador geral da Asprolf, Valdir Silva.
A ASPROLF informou à comunidade de Portão e a toda sociedade na Estrada de Coco que há recurso para o pagamento do reajuste estabelecido pelo MEC (22,22%). O Estado da Bahia e o Município de Lauro de Freitas receberam em abril complementação do Fundo da Educação (o FUNDEB). O governo municipal recebeu mais de 3 milhões da complementação para pagar o professor. Por que, então, a prefeita fez questão de “rasgar” o plano de cargo e salário dos trabalhadores em educação, retirando dele um direito? 
No final do evento, os professores, funcionário e alunos da escola estadual Kleber Pacheco fizeram uma homenagem a professora, Nadir, que faleceu no início da manhã. Fizeram oração, um minuto de silêncio e cantaram o hino nacional, encerrando o evento. 

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