Audiência Pública esclarece a greve dos trabalhadores em educação

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“Cenário atual da Educação Pública de Lauro de Freitas e a greve dos trabalhadores em educação” foi o tema da Audiência Pública realizada pela Associação dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas (BA), na manhã desta sexta-feria, 20, no Plenário da Câmara Municipal de Lauro de Freitas, que teve participação dos trabalhadores e trabalhadoras em educação, comissão da Asprolf, vereadores, pais de alunos e outros convidados.
O objetivo do evento foi apresentar e esclarecer à sociedade laurofreitense os principais motivos que levaram os profissionais em educação à greve. Além do mais, a Audiência deu uma resposta ao comunicado divulgado pelo governo, que traz falsas informações sobre os financiamentos da educação e tenta desestabilizar o movimento grevista por meio de discurso falacioso.
O presidente da Casa Legislativa, vereador Antônio Rosalvo, presidiu o início da sessão e convidou para compor à Mesa Diretora a comissão da Asprolf, Valdir Silva, Raimundo Filho, Luciano Soares, Carlos José, Jorge Garrido e Jaguaracy Conceição; os vereadores presentes, Márcio Araponga, Gilmar Alves, Bitinho e Fausto Franco; nenhum representante do Poder Executivo se fez presente. Rosalvo justificou sua saída e passou a presidência dos trabalhos ao coordenador geral da Asprolf, Valdir Silva.
Silva saudou todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação, os pais e convidados, a presidência e os vereadores presentes da Casa. Criticou os gestores públicos pelo descaso total com a educação pública e pediu a atenção de todos os presentes para o vídeo (que foi apresentado) da professora do RN, Amanda Gurgel, que dasabafou e expressou o sentimento de todos os profissionais da educação em todo o Brasil.
Os professores Jaguaracy Conceição e Jorge Garrido expuseram a verdadeira situação da escolas públicas do município de Lauro de Freitas. Foi mostrado um vídeo das precariedades da Escola Municipal Eurides Santana. Garrido solicitou dos parlamentares um “Força Tarefa” no sentido de investigar os problemas “in loco” das escolas no município e, se possível, fiscalização das verbas da educação.
O vice-coordenador geral da Asprolf, Raimundo Filho, deu uma verdadeira aula sobre o financiamento público da educação. Mostrou os verdadeiros números do FUNDEB desde 2007 até 2011, desmascarando os números apresentados pelo governo municipal. Para Filho, houve aumento real nos repasses do FUNDEB e perdas reais para os trabalhadores em educação. Também foram apresentados os números do salário-educação, de 2010 e 2011.
O diretor da Asprolf, Luciano Soares, fez severas críticas às ações perseguidoras do governo municipal e tranquilizou os trabalhadores refutando, com base na Constituição Federal, as práticas repressoras do Poder Executivo.
Os pais, trabalhaores em educação e outros servidores tiveram participação no debate instalado apoiando a greve da educação e fazendo perguntas a respeito da atitude antidemocrática do governo Moema Gramacho.
O encerramento dos trabalhos foi feito, pelo coordenador geral, Valdir Silva, que agradeceu pela cessão da Casa, e, a pedido dos vereadores, repetiu o vídeo da professora do RN. Foi também reafirmada a manutenção da greve e agendada nova assembleia para a próxima segunda-feira, 23, às 14h, na Praça de Lauro de Freitas, em frente à prefeitura. Os vereadores foram convidados a participar da assembleia.

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