LUGAR DE MULHER É NA LUTA

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Por Andreia dos Anjos Barbosa*

Apesar do histórico de discriminação no mercado de trabalho e da dupla exploração: de gênero e de Classe, através do processo de industrialização brasileira, as mulheres vêm conquistando seu espaço em diversos setores da sociedade. Isso mudou a partir da revolução feminista no século XIX com a conquista do direito ao voto, igualdade política, entre outras.

A imagem da mulher como ‘bela, recatada e do lar,’ (a ‘Amélia’), ficou em um tempo remoto, perdido no passado. A prova disso está nas ruas, nas mobilizações, na sua presença em todos os espaços sociais, profissões que antes eram exclusivamente ocupadas por homens, hoje também são muito bem dominadas por mulheres. 

Isso, de uma maneira recente, através das reivindicações por direitos, demonstra que fizemos nossa parte na lição de casa, aproveitando e adentrando todos os locais conquistados de forma competente. Vale ressaltar que não foi fácil. A mulher lutou muito para chegar onde chegou, e sabe que ainda há muito o que conquistar: ‘o céu é o limite.’

Tímida, a presença feminina nos movimentos sindicais começou na virada do século XIX, isso porque, naquela época, elas não eram bem vistas nesses espaços. O mundo girou, as grandes mudanças trabalhistas vieram e a presença da mulher foi inevitável. Foi assim na histórica greve dos professores da cidade do Salvador em 1918, com a participação maciça das educadoras. 

Ela é mulher, profissional, mãe, cumpre tripla jornada diária, e mesmo assim sua presença no sindicato não apagou seu lado terno, ao contrário, fortaleceu a luta pela sua sensibilidade e inteligência. O interesse das trabalhadoras pelos movimentos sindicais cresceu e hoje, em Lauro de Freitas – BA, temos como exemplo as trabalhadoras da Rede da Educação Municipal, que através de seu sindicato ASPROLF, engrandecem e fortalecem a luta local de um sindicato que tem em sua composição um quantitativo relevante de mulheres que se sentem bem acolhidas e com o mesmo poder de liderança, que lutam diariamente pela construção e manutenção de uma educação pública de qualidade. 

A luta continua!

* Vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Lauro de Freitas, licenciada em letras com Inglês pela União Metropolitana para o Desenvolvimento da Educação e Cultura – UNIME, e pós graduada em Metodologia e História da Cultura Afro. 

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