Plenárias apontam Faltas da Educação

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A ASPROLF iniciou hoje (08), um extenso processo de escuta aos profissionais da educação do município através de plenárias específicas por segmentos. Pela manhã estivemos com os profissionais da Educação Infantil e à tarde com os Auxiliares de Classe.

O foco das falas na Plenária da Educação Infantil foi a carência pela qual passa a educação municipal nesse momento de pandemia. Muitos profissionais relataram que há uma séria dificuldade em manter as atividades sem o apoio necessário do kit alimentação, que foi deixado de ser entregue às famílias, desde o final do ano anterior. Junto a essa, somam-se outras faltas, a falta do caderno pedagógico de atividades, a falta de materiais didáticos de apoio ao trabalho do professor assim como, a falta de material para as crianças desenvolverem as atividades propostas em casa, a falta de contratação de professores para atuar na creche e com crianças bem pequenas. “Tenho conversado com algumas colegas pedagogas que ficaram desempregadas e estão em outros espaços dando aulas para crianças de 2-3 anos para famílias de classe média. A atitude do Município em não contratar professores para esse segmento amplia a desigualdade e é a prova que a pandemia é racializada. Os filhos da classe média, de maioria branca não deixaram de ser atendidos; os mais pobres, pretos de periferia ficaram sem esse suporte, ” lamentou uma professora. Outra docente disse também que as famílias relatam nos grupos de WhatsApp que estão sem comida, sem a antena para pegar o sinal da TV Kirimurê e sem internet.

Além dessas questões, os educadores relataram as dificuldades para a adequação ao sistema de ensino remoto sem nenhum tipo de suporte do poder público. Os profissionais usam seus próprios equipamentos, sua própria internet, adequaram seus mobiliários para as atividades e tudo isso gera um custo que não deveria ser bancado pelas trabalhadoras e trabalhadores da educação. Após uma série de falas, muitas emocionadas, a Plenária elencou algumas propostas para que a ASPROLF leve ao executivo.

  1. Retorno imediato do Kit alimentação;
  2. Kit higiene para as famílias das creches (fralda, sabonete, pomada, lenços umedecidos etc.);
  3. Contratação de profissionais para atuar nas Creches;
  4. Entrega imediata dos cadernos pedagógicos de atividades;
  5. Auxílio internet e notebooks para os professores;
  6. Entrega de material didático para as famílias e para os professores (lápis, papéis, tintas, massinhas etc.)
  7. Retorno do auxílio alimentação para os profissionais;
  8. O Tablet entregue pela IBRADESC não suporta as atividades que o professor precisa realizar.

No meio da tarde tivemos a plenária com os Auxiliares de Classe que trouxeram de forma contundente a necessidade do cumprimento do acordo feito ainda em 2019 e garantir o enquadramento desses profissionais.

As falas reforçaram o papel decisivo que estes profissionais da educação vêm desempenhando na pandemia, contribuindo com as demandas da escola, auxiliando os professores da educação infantil em inúmeras tarefas, a maioria deles já trabalhando 40h, mas recebendo por 20h sem o enquadramento e sem desdobramento. Também houve muitas falas e discussões sobre a necessidade do curso técnico e da efetivação carreira.

Ao final foram elencadas as seguintes propostas:

  1. Cumprimento do acordo de 2019 com enquadramento imediato dos profissionais;
  2. Curso técnico que viabilize a carreira de técnicos em educação;
  3. Construção da Carreira para implementação na Lei do Magistério.

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