Sexta rodada de negociação mostra avanço e prefeita estuda contra proposta da categoria para o reajuste salarial

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A insistência inicial pela prefeita na proposta do índice de 3% apenas, foi recebida com surpresa pela mesa comparou a fala dela, ao discurso usado pelo governo golpista de Michel Temer, de quem nesse sentido, se espera tudo
No final da tarde (às 17h), desta terça-feira (2), o ASPROLF – Sindicato dos Trabalhadores Municipais da Educação e Comissão Paritária se reuniram com a prefeita Moema Gramacho e representantes do governo (secretário de educação Paulo Gabriel, secretário da fazenda Aristóteles Junior, chefe de gabinete Leto Lopes, ente outros), para mais uma rodada de negociação da pauta reivindicatória da categoria.
Ausente das reuniões anteriores, a prefeita Moema chegou justificando o atraso de mais de 1h, e ouve do Coordenador Geral do ASPROLF, Valdir Silva, as deliberações da categoria na assembleia do dia 25/04, quando foi passado o índice de 3% para o reajuste salarial (muito abaixo do Piso Nacional que é de 7,64%) oferecido pelo Executivo e claro, rejeitado, sendo considerado pelos trabalhadores um desrespeito à categoria, já que a gestora assinou uma Carta Compromisso garantindo aplicar a Lei do Piso Nacional integral.
Valdir informou à prefeita, que conforme decisão da base, a mesa de negociação vai se debruçar prioritariamente sobre 4 pontos da pauta: criação do Plano de Carreira, análise e resposta imediata aos Processos Administrativos, Eleições Diretas para Diretor e Vice de Escola já! e Reajuste Salarial. A prefeita disse que ainda está se adequando financeiramente à realidade deixada pela gestão anterior, portanto tudo que gerar impacto financeiro pode ter uma resposta demorada, por isso sugeria a criação de grupos de trabalho para analisar os pontos, que segundo ela, necessitam de um estudo mais profundo. Valdir destacou que com relação a criação do Plano de Carreira, é preciso ter agilidade porque a meta é que o projeto seja levado para apreciação e votação pela CMLF antes do recesso de fim de ano. O mesmo vale para a eleição de gestores de escola que a categoria vem pedindo urgência nesse assunto. A prefeita Moema afirmou que a eleição vai acontecer no final deste ano e os gestores eleitos pela comunidade escolar devem assumir no início de 2018.
Questionada pela comissão paritária quanto ao índice de 3% para reajuste salarial, a prefeita usou o álibi da crise financeira que o Brasil vem atravessando e fez comparativo de Estados e municípios, que segundo ela, não pagaram ou vão irão pagar o piso. Ouvindo isso o professor Rafael Henrique, revelou à petista, que se sentiria muito decepcionado se a prefeita que luta contra o golpe não cumprisse o acordo assinado em Carta Compromisso com os trabalhadores em Educação, lembra que ela tem um histórico sindicalista e como tal, sempre lutou por salário justo. “De Michel Temer eu espero tudo, mas da prefeita… Me assusta ouvir um discurso tão parecido com o de um governo golpista que está aí a todo custo tentado acabar com os direitos legítimos da classe trabalhadora,” disse preocupado, e finalizou dizendo que a impressão que fica para a mesa, é que ‘se for cumprida a Lei do Piso, todos os outros pontos da pauta serão anulados’. Rafael destacou que não acredita que esta seja a linha de pensamento de alguém com a experiência de luta de classe, como tem a prefeita Moema.
Pressionada com o argumento do professor Rafael, a gestora então resolveu propor um índice de 5,5% (3% + 2,5% escalonado), que também foi rejeitado pelo ASPROLF que apresentou uma contra proposta com o índice de reajuste de 10,65% (onde 3,5% seria pago em abril, 3,5% setembro e 3,65% novembro). A chefe do Executivo anotou os números, disse que vai se debruçar sobre eles, avaliando as finanças para dar uma resposta na próxima reunião, marcada por ela para a terça-feira (9), às 10h30 no Centro de Cultura de Portão.
Daisy Macedo.

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