Vitória da Educação: contratos REDAs são reestabelecidos

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O ano de 2020 trouxe com a pandemia uma grande instabilidade política e econômica para os municípios brasileiros. No cenário ainda de incerteza sobre essa crise, os municípios começaram a cortar investimentos públicos e em Lauro não foi diferente. Não foram poucas as prefeituras na Bahia e no Brasil que cortaram contratos temporários como maneira de conter a crise gerada pelas perdas arrecadatórias decorrentes da pandemia.

Em Lauro de Freitas, a ameaça de rescisão definitiva dos contratos do profissionais da Educação em Regime Especial de Direito Administrativo era iminente no mês de abril de 2020. A diretoria da ASPROLF com muito esforço aceitou naquele momento não fechar qualquer acordo sobre a “atualização do PISO”, tendo em vista o cenário adverso. É inédito na história recente desse sindicato, fecharmos o mês de abril sem uma definição clara desses valores. A prioridade naquele momento era conter as possíveis perdas que já se anunciavam em vários locais do país.

Diante do risco de uma “demissão em massa”, recomendada pelo Tribunal de Contas, o sindicato conseguiu preservar os contratos dos REDAs, tendo de amargar entretanto o “rebaixamento de suas cargas horárias”. A partir daquele momento o sindicato aprimorou o acompanhamento das contas criando um Grupo de Trabalho composto por membros da categoria e membros da diretoria para avaliar as contas e demonstrar que o Executivo, apesar da crise, deveria restabelecer as cargas horárias destes profissionais.

Desde a regularização do ensino Remoto, em agosto, o sindicato em mesa permanente de negociação com o Executivo, vem cobrando a normalização dos contratos REDAs, juntamente com uma série de pautas, como piso, retroativos e avanços na carreira dos servidores efetivos. Somado a esse esforço, a ASPROLF, através do CME e do Conselho do FUNDEB vem apreciando as contas de Educação e demonstrando para a Secretaria a viabilidade técnica e financeira do município voltar a pagar os salários integrais desses profissionais.

A importância de citar essas ações é a de denunciar oportunismos dos que querem ganhar o mérito pelas conquistas de uma categoria que, organizada, tem mais de 30 anos de história em Lauro de Freitas. O grupo que diz representar trabalhadores Redas, na prática, impediram que a negociação terminasse de forma mais celére ao transformar o pleito da categoria em palanque político para candidatos a vereadores também oportunistas que nunca apareceram nas lutas da educação em Lauro de Freitas, mas agora emprestam suas cameras e canais para se autopromover. Precisamos estar atentos e unidos para evitarmos as divisões que só contribuem para fragilizar a nossa categoria e a educação de Lauro de Freitas.

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