Brincando e aprendendo: Professores inovam com a Amarelinha Africana na Escola Príncipe da Paz

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O projeto de um professor de matemática e outro de história tem melhorado o rendimento dos alunos com uma brincadeira que muita gente aproveitou na infância

Um projeto coletivo que os professores Wesley Costa e Efferson Santos do Amaral (professor de Cultura e História Afrobrasileira e Indígena e Matemática, respectivamente), estão desenvolvendo na Escola Municipal Príncipe da Paz em Lauro de Freitas – Região Metropolitana de Salvador – vem tirando os alunos da sala de aula para o pátio, para brincar.

Uma brincadeira que muita gente aproveitou na infância está estimulando ainda mais o ensino aprendizado dos estudantes das turmas do 4º e 5º ano do ensino fundamental. O projeto Amarelinha Africana recria a prática pedagógica educacional levando alunos para a brincar e aprender os conteúdos de matemática, história, português, entre outros.  “Nosso objetivo é envolver todas as matérias neste projeto e mais que isso, expandi-lo para outras escolas da rede”, disse o professor Wesley Costa destacando que a ‘brincadeira’ além de linda e divertida, desenvolve nos alunos valores próprios e culturais, além de trabalhar o princípio de colaboração mútua na filosofia ubuntu – ‘sou porque somos’.

A brincadeira da Amarelinha Africana desmitificou a matemática como o ‘bicho de sete cabeças’ no conceito dos alunos. Eles estão aprendendo de forma lúdica e prazerosa geometria, noções espaciais, as quatro operações, os números naturais entre outros assuntos da matéria. Contar as histórias do nosso povo e de outros lugares ficou mais interativo. Os criadores do projeto afirmam que o objetivo é que essa ‘tecnologia pedagógica’ seja usada também pelos outros professores em suas matérias, facilitando o aprendizado do aluno: “A nossa Amarelinha Africana veio para quebrar justamente essa dificuldade deles com as disciplinas, porque trabalhamos o conteúdo com a ludicidade pra que eles possam entender que a matemática, por exemplo, não é esse bicho de sete cabeças. A matemática está no dia a dia, está nas nossas vidas”.  

O projeto Amarelinha Africana que é todo custeado pelos docentes criadores, será apresentado nesta sexta-feira (26/07), na Escola Municipal de Vila Nova (também em Lauro), onde Wesley ensina.

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