Conferência Nacional Popular de Educação – CONAPE 2018

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A ASPROLF Sindicato esteve, juntamente com diversos movimentos populares, (Sindicatos, ONGS, Movimentos Sociais) em Belo Horizonte, entre os dias 24 e 26 de maio, debatendo, discutindo e propondo rumos para o país, sobretudo para a educação.

A Conferência Nacional Popular de Educação – CONAPE ocorreu em meio a uma grave crise, aprofundada pela política de preços de combustíveis adotada pelo Governo Federal, que beneficia apenas o mercado exterior em detrimento do brasileiro comum, consumidor do mercado interno que viu nos últimos meses o valor dos combustíveis subir mais de 120 vezes.

         A CONAPE reuniu trabalhadores em educação de todo o país  que denunciaram as políticas, tão ou mais destruidoras que a política de preços dos combustíveis, que estão sendo praticadas em todos os setores da educação nacional. Além de denunciar tais políticas, os trabalhadores em educação e suas entidades representativas construíram propostas e caminhos para a educação, que foram resumidas no documento “Carta de Belo Horizonte”.

       Além da ASPROLF, (diretores e categoria) Lauro de Freitas foi bem representada no evento pelos delegados da COMUPE, que tiveram apoio do CME e da Prefeitura Municipal, e também por membros da Secretaria de Educação, inclusive o Secretário de Educação Paulo Gabriel Nacif.

        A ASPROLF e o restante da delegação de Lauro de Freitas contribuiu com as discussões e com a redação de um documento que será a base das lutas pela educação em todo o território nacional. No documento, destacam-se as lutas pelo fim do congelamento dos investimentos em áreas sociais, conforme imposto em 2016 pela Emenda Constitucional 95; pelo fim do financiamento público para investimentos privados na área da educação, em detrimento do fortalecimento do ensino público; pela escola democrática e autônoma, como espaço de liberdade e pensamento critico de profissionais da educação e de estudantes e contra movimentos como ‘Escola Sem Partido’ e suas correlatas ‘Leis da Mordaça”; contra a ‘Base Nacional Comum Curricular’ proposta pelo atual governo, que exclui temas sociais sensíveis e engessa o currículo; contra a ‘Reforma do Ensino Médio’ em curso, que dificulta o acesso e a permanência dos estudantes, torna tecnicista o ensino público, desvaloriza os/as profissionais da educação e promove o avanço privatista sobre a educação básica e contra a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista, a Terceirização e todos os ataques aos direitos trabalhistas.

      A ASPROLF, mais uma vez, compromete-se a resistir e lutar contra todo e qualquer ataque à educação pública em qualquer nível da federação que ele ocorra.

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