Em reunião com a Asprolf, Auxiliares definem documento reivindicatório

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Atendendo ao pedido dos profissionais Auxiliares de Classe, a Asprolf realizou na manhã de hoje (09), via plataforma Zoom, uma reunião remota com o segmento para discutir as demandas da classe trabalhadora e construir um documento de propostas para ser apresentado à SEMED.

Mediada pelo Diretor de Comunicação da Asprolf, Marcos Fellipe, a reunião também contou com a representação sindical da diretora de Funcionários de Escola, Marilene Santana que é representante do segmento na Asprolf e o Diretor de Política Sindical, Rafael Henrique. A diretoria executiva da Asprolf abriu os microfones para os trabalhadores discutirem a pauta da reunião e apresentarem questionamentos e propostas para a solução de pendências do Executivo Municipal com a categoria.

Entre os pontos destacados pela maioria, estavam o desdobramento e/ou enquadramento, a estruturação da carreira, formação continuada, as atribuições dos Auxiliares nessa nova versão das aulas remotas, além da possibilidade de direito ao bônus indenizatório do precatório do FUNDEF que a Gestão Municipal vai pagar aos professores e coordenadores pedagógicos.

Sobre essas demandas, Liliã Cristine Santos falou da importância de que a pauta dos Auxiliares seja enxuta pra que a categoria possa ter resultados nas reivindicações, e que a luta pela consolidação do Plano de Carreira é o ponta pé inicial para as conquistas reais da categoria, como a valorização do profissional e o enquadramento, por exemplo.

Uma angústia comum dos trabalhadores é sobre as do Auxiliar de Classe nas aulas remotas. Alguns até pontuaram que estão ajudando os professores no pedagógico para a preparação das aulas online, mas a categoria pede uma fala documentada e definitiva sobre a realização desse trabalho.

Márcio Loureiro, fez um histórico da trajetória dos profissionais e a luta da Asprolf na representação de todos os trabalhadores da educação, sendo professor ou não. Ele explicou que em relação ao enquadramento já era pra ter saído porque foi um acordo entre a categoria e o Executivo no ano de 2017.

Rafael Henrique, representando o sindicato, falou de duas questões que ele considera imediatas para a categoria: a garantia dos enquadramentos, que não depende da regularização da Carreira; uma reunião específica com a coordenação pedagógica da SEMED para que seja definido as regras do trabalhado do Auxiliar nas aulas remotas.

Compreendendo essa angústia dos Auxiliares de Classe, que em plena pandemia estão pedindo ao Governo solução pra trabalhar, Marcos Fellipe (Asprolf), declarou que é um absurdo ver em plena crise que estamos passando, profissionais necessários, nessa situação. “Isso diz muito do que somos enquanto Município. No meio de uma pandemia, quando a gente mais precisa todos os esforços pra tentar minimizar o impacto disso na vida das crianças você não dispor de todo o seu quadro de funcionários pra construir a educação? Isso não é um problema dos Auxiliares de Classe. Isso é um problema de gestão, é incompetência da SEMED. (…) Esse Município vê a educação como forma simplista.”

A categoria deliberou pela construção de uma documento com as reivindicações mais urgentes (enquadramento, avanço na carreira, definição das atribuições dos profissionais nas aulas remotas e inclusão dos profissionais no recebimento do bônus indenizatório), que será levado pela Asprolf numa próxima reunião coma secretária Vânia Galvão e a formação de uma comissão formada por representantes do sindicato, dos Auxiliares e SEMED, para acompanhamento dos debates.

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