Docentes continuam greve em Lauro de Freitas; Justiça diz que ato é ilegal

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G1 Globo.com – Bahia – 29/05/2015 20h56 – Atualizado em 29/05/2015 21h12

‘Eles vão ter provar que greve é abusiva’, diz coordenador da Asprolf. Sindicato informou nesta sexta-feira (29) que paralisação continua.

Do G1 BA

Professores de Lauro de Freitas decidiram manter greve mesmo após  justiça considerar paralisação ilegal (Foto: Reprodução / TV Bahia)

Apesar da Justiça determinar na última quinta-feira (28) que a greve dos professores da rede municipal de ensino de Lauro de Freitas é ilegal, o sindicato informou durante acaminhada que fez parte da à paralisação nacional, nesta sexta-feira (29), que os docentes vão permanecer com atividades suspensas. Os professores decretaram greve por tempo indeterminado no dia 18 de maio.

De acordo com a Justiça, o governo já havia concedido o piso nacional, assim como a garantia de conquistas adquiridas pela categoria, tais como a manutenção da redução de horas, conforme Lei Municipal e as reformas do patrimônio escolar. Por isso, concluiu que a greve dos professores é um movimento ilegal.

Contudo, Jorge Garrido, coordenador de política do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas, (Asprolf) informou que foi oferecido à categoria em reunião um salário proporcional às horas trabalhadas, mas após fechar o acordo, a proposta não estava detalhada na pauta de negociação.

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“Eles estão querendo negociar o direito do professor, quando na verdade não se negocia direito. É lei. O que eles estão tentando agora é aos poucos acabar com o que está estabelecido como direito”, explicou Garrido.

“Em assembleia, decidimos pela manutenção da greve, por entender que o que foi oferecido era uma coisa, e foi negociada outra”, acrescentou.

Com relação à multa de R$ 10 mil que foi estabelecida pela Justiça caso o os professores não voltassem ao trabalho, Garrido não informou se vai ser paga. Disse apenas que “a multa faz parte do processo”. “Nós temos que trabalhar com o que nós temos, e o que temos é uma categoria que não quer voltar à trabalhar. Eles estão dizendo que a greve é abusiva, mas vão ter que provar”, concluiu Garrido.

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